quarta-feira, julho 6

O beijo da meia-noite.




A multidão que me cercava me impossibilitava de encontrá-la, mas eu não desistiria. Não assim. Não aquela noite. A minha volta, pessoas de todos os estilos e cores caminhavam depressa e se esbarravam, mas para mim era uma seqüência de movimentos em câmera lenta, rápidos o bastante para que meus olhos não os captassem. Um ar quente dominava a estação de metrô e um farfalhar incomum a dominava mutuamente. Nunca imaginei como seria uma estação de metrô há exatos um minuto para a meia-noite. Nunca me imaginei em um há essa hora. Mas lá estava eu: um coração partido buscando consolo onde pudesse se aconchegar e refletir por todo o inverno... Por toda a vida. E de repente o farfalhar desapareceu, ou talvez tenha sido fruto da minha imaginação, ou só do meu coração acelerado, mas eu simplesmente estava ali, e agora eu a conseguia ver: os fios de cabelo voando para trás de si, os olhos verdes se movendo lentamente em minha direção e o par de lábios rosados mais lindos do mundo se esticando para sorrir. Nós nos olhamos. E então eu corri até lá, como num daqueles filmes dramáticos e entorpecentes, que no geral eu via quando estava deprimido, ou só quando queria imaginar como seria nosso primeiro encontro depois de tudo o que havíamos passado quando ainda estávamos distantes. E lá, a sua frente, ao tocar de sinos que indicava a meia-noite, estava eu, segurando em suas mãos frias e impedindo de uma vez por todas que nossas palavras estragassem tudo outra vez. Então eu simplesmente a beijei, a meia-noite.

* Three Whishes, de The Pierces
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=RyUkQWk29jY?hl=en&amp;loop=1"><img alt="Play" src="http://www.gtaero.net/ytmusic/play.png" style="border:0px;" /></a>


Por Alexandre Tavares.

segunda-feira, junho 27



E o que eu posso fazer? O que eu posso fazer se mesmo sentado a janela, durante a noite, olhando a chuva cair fortemente do céu e ouvindo uma musica calma me faça pensar em você? Acredite, desisti de tentar esquecê-la. Sei que devo parar de olhar no espelho julgando meus próprios erros e buscando meus próprios defeitos e, sair para lutar contra meus medos e tentar valorizar a mínima chance que tenho de ser feliz, a única que o mundo lá fora me proporciona, mas é difícil. É muito mais complexo do que simples palavras.

* Beautiful, de Nick Lachey
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=L7sHhem8ZlA?hl=en&amp;loop=1"><img alt="Play" src="http://www.gtaero.net/ytmusic/play.png" style="border:0px;" /></a>

Apenas,
Alexandre Tavares.

quinta-feira, junho 23



Sei que é tolice... Mas ainda penso em nós!
Sentado a mesa de um coffe bar de esquina, observando o movimento da rua através da vidraça de vidros particularmente imundos. Um bloco de notas com orelhas na parte inferior, e um rabisco composto por palavras melancólicas e parágrafos intermináveis. Um cheiro de pão na chapa e gordura industrial, uma caneca de café fumegante e um cigarro sendo consumido pelas minhas tragadas desesperadas. Cercado de incertezas eu perco meu tempo pensando em minha insegurança, e tentando encontrar um modo de escapar de todo esse lixo sentimental, e por fim, sentar e tão somente pensar em você...

*Thinking About You, de Norah Jones
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=wE4lnC25fnU?hl=en&amp;loop=1"><img alt="Play" src="http://www.gtaero.net/ytmusic/play.png" style="border:0px;" /></a>

Apenas,
Alexandre Tavares.

quarta-feira, junho 22

“um par de lábios selados, mãos atadas e um olhar fixo e solitário para lugar nenhum em particular... Um silêncio profundo e um desespero incomum e corroente. Um copo de whisky, uma musica indie, um céu escuro visto através da porta balcão da sala de estar da minha cobertura no arranha-céu mais exclusivo da cidade, não que eu quisesse me gabar, mas eu podia ter tudo e ainda assim, sentia como se não tivesse nada!”



- Alexandre Tavares.